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Category Archives: born 2 die

photophoto (1)Joseph Campbell (1986)

nasa1960

De la Tierra a la Luna, así se hace!

Estás impaciente por unirte al viento, al viento que recorre un año en una noche.

Rene Char, en: J’habite une doleur (1939).

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Sábado 3 de septiembre, 12 hs, Teatro Sarmiento: Ninfoleptos

Houve um dia em que Caeiro me disse uma coisa mais que espantosa. Falávamos, ou, antes, falava eu [Álvaro de Campos], da imortalidade da alma, e achava que esse conceito era necessário, ainda que fosse falso, para se poder suportar intelectualmente a existência, e ver nela mais que um amontoado de pedras com mais ou menos consciência.

“Não sei o que é ser necessário”, disse Caeiro.

Respondi sem responder. “Diga-me uma coisa. O Caeiro o que é para si mesmo?”

“O que sou para mim mesmo?” repetiu Caeiro. “Sou uma sensação minha”

Nunca esqueci o choque da frase contra a minha alma. Ela presta-se a muita coisa, inclusive a coisas contrárias à intenção de Caeiro. Mas, enfim, foi espontânea, foi uma réstia de sol, iluminando sem intenção nenhuma.

Estás impaciente por unirte al viento, al viento que recorre un año en una noche.

René Char, en: Le poème pulverisé (1947)

Veo clarear el día en plena noche

cerrada. No estoy loca. No es un efecto

óptico. Llevo la mano automáticamente

al sitio donde está, debería estar, la copa,

pero no está allí, está en otra parte.

Mi padre está enfermo, sin cura,

y de eso no hay vuelta, retorno

ni remedio que pueda ayudar.

Todo cambió. La noche, el día, la copa

vacía de lugar, papá – que me pregunta:

¿y vos, a qué te dedicás?

A cada hora, cada frontera incierta,

trinchera por trinchera.